O rapper Oruam, também conhecido como Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, teve sua prisão preventiva restabelecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após o descumprimento das condições de monitoramento. A defesa solicitou a conversão para prisão domiciliar alegando problemas de saúde, mas o pedido foi negado pelo ministro Joel Paciornik, que considerou as falhas no uso da tornozeleira eletrônica como um desrespeito às ordens judiciais.
Durante um período de 43 dias, a tornozeleira eletrônica de Oruam descarregou 28 vezes, resultando em dúvidas sobre sua capacidade de cumprir as condições estipuladas. A defesa argumentou que as falhas foram devido a descuidos pontuais e não comprometiam a segurança pública, mas o tribunal manteve a posição de que esse comportamento indicava desrespeito às determinações legais e dificultava o monitoramento do rapper.
Com a decisão do STJ, Oruam deverá continuar em regime de prisão preventiva, respondendo a acusações de tentativas de homicídio qualificadas. A situação levanta questões sobre a eficácia do sistema de monitoramento eletrônico e os direitos dos réus em situações de saúde delicada, especialmente em casos de crimes violentos.

