O Senado brasileiro instaurou, em 3 de fevereiro de 2026, uma subcomissão dentro da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para investigar as operações do Banco Master. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, destacou a gravidade das suspeitas relacionadas ao modelo de negócios do banco, que promete altos rendimentos em produtos financeiros. A subcomissão terá o poder de requisitar documentos sigilosos e acompanhar investigações em andamento por órgãos como a Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União.
A iniciativa surge após a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025, e reflete a preocupação com possíveis riscos ao sistema financeiro. Senadores como Damares Alves e Leila Barros mencionaram a necessidade de ajustes legais e alertaram sobre os efeitos potenciais da situação no Distrito Federal e no Banco de Brasília. A subcomissão, inicialmente composta por sete senadores, pode ser ampliada e terá a responsabilidade de convocar autoridades e elaborar propostas legislativas.
A pressão sobre o sistema financeiro deve aumentar, pois o caso do Banco Master se transforma em um foco central de risco regulatório em 2026. A expectativa é que as investigações resultem em mudanças nas normas que regem produtos bancários de alta rentabilidade, além de uma revisão do papel do Fundo Garantidor de Crédito. Esse desenvolvimento pode redefinir regras e práticas no setor, tornando a situação não apenas uma questão política, mas uma questão estrutural do sistema financeiro brasileiro.

