Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgados em 4 de fevereiro de 2026, indicam que o Brasil pode enfrentar cerca de 781 mil novos casos de câncer anualmente nos próximos anos, caso a tendência atual persista. Excluindo os cânceres de pele não melanoma, esse número cai para 518 mil, com destaque para as neoplasias de mama, próstata e colorretal, que são as mais prevalentes entre a população brasileira.
O câncer se tornou uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil, aproximando-se das doenças cardiovasculares. Entre os tipos mais incidentes, o câncer de mama representa 15,2% dos casos, seguido pela próstata com 15% e o câncer colorretal com 10,4%. Especialistas enfatizam a necessidade urgente de aumentar as campanhas de prevenção e rastreamento, especialmente em áreas vulneráveis onde a incidência de câncer do colo do útero é alarmante.
As mudanças nos hábitos de saúde da população, como o aumento do sedentarismo e a volta do tabagismo, também estão contribuindo para o crescimento da doença em indivíduos mais jovens. A Organização Mundial da Saúde estima que quase 40% dos casos de câncer são evitáveis, através de ações já conhecidas, como vacinação e promoção de estilos de vida saudáveis. Portanto, a mobilização em torno da prevenção se torna essencial para reverter essa tendência preocupante.

