Um dia após a aprovação de aumentos salariais para os servidores da Câmara e do Senado, membros do governo do presidente Lula tentaram se eximir da responsabilidade pelo benefício. O projeto, que permite salários de até R$ 77 mil, foi criticado por integrantes da equipe econômica, que alertaram sobre os riscos de violação do teto constitucional.
A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República declarou que não houve consulta por parte dos congressistas sobre a proposta. Durante as votações, apenas o Partido Novo se opôs à medida, que foi aprovada rapidamente, sem um debate aprofundado sobre os impactos financeiros. O projeto cria a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico, que oferece um dia de licença a cada três dias de trabalho, possibilitando um pagamento em dinheiro.
O governo ainda não definiu sua posição sobre a sanção ou veto do texto, que poderia exacerbar a insatisfação popular com a classe política. Especialistas avaliam que essa situação pode fortalecer discursos anti-sistema e extremistas, visto que a remuneração extra se destaca em um contexto de desigualdade no Brasil. A pressão para uma decisão se intensifica, considerando as implicações financeiras e sociais da medida.

