Em 4 de fevereiro de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu realizar uma inspeção nos Correios, focando em uma dívida de R$ 7,6 bilhões transferida para o fundo Postalis. A investigação se baseia em alegações de que a estatal teria ocultado passivos por meio de manobras contábeis durante os anos de 2022 e 2023, o que gerou preocupações sobre a transparência financeira da empresa.
A Corte de Contas examinará o processo administrativo que resultou na assunção dessa dívida, que foi estabelecida para cobrir déficits no plano de benefícios do fundo de pensão. A solicitação para essa auditoria partiu da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor do Senado Federal, que expressou preocupações sobre a gestão financeira dos Correios e a suspensão da publicação das demonstrações financeiras para 2024.
Os Correios terão um prazo de 20 dias para apresentar diversos documentos e informações solicitadas pelo TCU. A análise incluirá as atas de reuniões e debates que fundamentaram a decisão de aprovar o valor do equacionamento do Postalis, e os desdobramentos dessa investigação poderão impactar a governança e a confiança pública na estatal.

