Trabalhadoras rurais na Índia, como Monsumi Murmu, enfrentam desafios emocionais ao moderar conteúdo violento e pornográfico para grandes empresas de tecnologia. Em sua casa, com um sinal de celular fraco, ela é forçada a visualizar cenas perturbadoras até o final, enquanto a vida cotidiana acontece ao seu redor. Essa realidade destaca o contraste entre a vida familiar e o trabalho estressante que essas mulheres realizam.
Murmu relata que, apesar da familiaridade com os sons da vida doméstica, o que aparece em sua tela é angustiante. A necessidade de acelerar os vídeos para suportar o conteúdo não diminui a pressão emocional que ela e outras mulheres enfrentam. A situação levanta questões sobre as condições de trabalho e a saúde mental das moderadoras de conteúdo em um setor que muitas vezes negligencia o bem-estar de seus funcionários.
As implicações desse trabalho são profundas e preocupantes, pois afetam não apenas a saúde mental das moderadoras, mas também refletem práticas questionáveis nas indústrias de tecnologia. A pressão para consumir e moderar conteúdo prejudicial pode ter efeitos duradouros sobre essas mulheres e suas comunidades. O debate sobre a responsabilidade das empresas em relação à saúde mental de seus trabalhadores se torna cada vez mais urgente.

