Um estudo recente do Zenklub indicou que 93% das empresas no Brasil estão enfrentando uma crise silenciosa relacionada à saúde mental, devido à pressão excessiva sobre seus colaboradores. A pesquisa, que analisou 10.894 respostas de funcionários de 59 empresas, aponta para um risco elevado ligado à exigência de concentração, atenção e memória no trabalho, que afeta o bem-estar dos trabalhadores.
Os dados revelam um problema estrutural nas organizações, especialmente com a iminente atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrará em vigor em maio de 2026. Essa mudança obrigará as empresas a implementar medidas para identificar e mitigar riscos à saúde mental, focando em aspectos como carga de trabalho, clareza de funções e apoio da liderança. O vice-presidente de Saúde Mental da Conexa e cofundador do Zenklub destaca que o desafio central está na organização do trabalho, e não apenas em questões individuais.
Com a nova regulamentação, as empresas terão que mapear e documentar riscos psicossociais, além de repensar suas metas e práticas operacionais. Essa transformação é essencial para evitar custos ocultos, como afastamentos e quedas de desempenho, que podem resultar de ambientes que pressionam constantemente a saúde mental dos colaboradores. Assim, a saúde mental está se tornando uma prioridade não apenas para o setor de Recursos Humanos, mas para a governança corporativa como um todo.

