Mortes de salmões em fazendas escocesas geram críticas à fiscalização do setor

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Nos últimos três anos, mais de 35 milhões de salmões morreram de forma inesperada em fazendas na Escócia, levantando sérias preocupações sobre as práticas de fiscalização do setor. A organização Animal Equality revelou que, durante esse período, apenas duas inspeções não anunciadas foram realizadas nas instalações, o que indica uma supervisão insuficiente. Esses dados foram divulgados em um contexto onde a secretária de Assuntos Rurais da Escócia, Mairi Gougeon, havia defendido a eficácia do regime regulatório vigente.

Os defensores dos direitos dos animais argumentam que os números alarmantes desafiam as alegações de uma fiscalização robusta e eficaz. O contraste entre as declarações da secretária e a realidade observada nas fazendas de salmão gerou um clamor por uma revisão das práticas regulatórias. Além disso, as mortes em massa levantam questões sobre o bem-estar animal e a responsabilidade das autoridades em garantir um ambiente sustentável para a aquicultura.

Se a situação não for abordada adequadamente, as implicações podem ser significativas, não apenas para a saúde dos animais, mas também para a reputação da indústria pesqueira escocesa. As organizações de defesa dos animais prometem continuar pressionando por mudanças e melhorias nas práticas de fiscalização. Assim, o cenário se torna uma oportunidade para reavaliar e potencialmente reformular as políticas públicas relacionadas à aquicultura na Escócia.

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