Betzalel Zini, irmão do chefe da agência de segurança interna israelense, o Shin Bet, foi indiciado nesta quinta-feira (5) por ‘ajuda ao inimigo em tempo de guerra’. A acusação está relacionada a um extenso esquema de contrabando de mercadorias destinado à Faixa de Gaza, em meio ao atual conflito entre Israel e o Hamas. Zini e outros dois suspeitos são processados pela Promotoria por introduzir mercadorias de forma sistemática e organizada desde junho de 2025.
Os itens contrabandeados incluíam caixas de cigarros, celulares, painéis solares e peças de reposição para veículos. Segundo as investigações, os acusados enganavam as autoridades militares ao se apresentarem como reservistas em serviço, com o intuito de facilitar a passagem das mercadorias. No momento do ocorrido, Betzalel Zini era um reservista responsável por uma equipe de engenharia civil na região de Gaza, enquanto seu irmão, David Zini, lidera o Shin Bet desde outubro de 2025.
A Promotoria destacou que os envolvidos estavam cientes de que as mercadorias poderiam chegar ao Hamas, o que poderia potencialmente ajudar o grupo em sua guerra contra Israel. Além de Betzalel e os outros suspeitos, doze pessoas e uma empresa também foram denunciadas no contexto desse caso, que levanta preocupações sobre a segurança e a integridade das operações militares na região.

