Na manhã de 5 de fevereiro, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS decidiu barrar a votação de requerimentos que solicitavam a quebra de sigilo do Banco Master, assim como de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os pedidos, que envolviam figuras como o filho de um ex-ministro do STF e empresas ligadas a Lulinha, foram retirados da pauta após um acordo entre parlamentares governistas e da oposição.
Os requerimentos em questão levantavam preocupações sobre irregularidades no Banco Master, que, segundo o deputado autor dos pedidos, teria prejudicado diretamente aposentados do INSS. Além disso, investigações da Polícia Federal indicam que um ex-ministro da Previdência pode ter recebido pagamentos de entidades envolvidas em descontos irregulares de aposentadorias, o que intensifica as suspeitas sobre a atuação dessas figuras políticas.
Apesar de barrar esses requerimentos, a CPMI aprovou outros pedidos, incluindo prisões de indivíduos ligados a fraudes no INSS. A situação demonstra a complexidade das investigações em curso, que não apenas envolvem questões financeiras, mas também revelam um entrelaçamento de interesses políticos e empresariais, levantando questões sobre corrupção e a necessidade de maior transparência nas operações do sistema previdenciário.

