Cortina d’Ampezzo, na Itália, voltou a sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, exatamente 70 anos após a primeira edição em 1956. No primeiro dia de competições, a cidade acordou coberta por uma neve intensa, criando um cenário idílico para o evento. Contudo, as mudanças ao longo das décadas trazem à tona questões sobre a identidade da vila e o impacto das Olimpíadas em sua comunidade.
A realização dos Jogos é vista como uma oportunidade de renovação para Cortina, que experimentou um declínio populacional significativo desde os anos 1970. Moradores e empresários, como proprietários de livrarias e hotéis, esperam que o evento traga investimentos e revitalização. No entanto, a crítica também ressoa, com jovens locais alertando sobre as contradições olímpicas e a perda da essência da vila em favor do turismo e do consumismo.
À medida que os Jogos avançam, a expectativa é de que eles deixem um legado duradouro. Entretanto, a luta por reconhecimento da cultura local, como a inclusão da língua ladina nas sinalizações e materiais olímpicos, continua. A dualidade entre progresso e preservação cultural se destaca em meio à celebração, refletindo as complexidades enfrentadas por Cortina d’Ampezzo na modernidade.

