A recente queda do Ibovespa para 181 mil pontos gerou cautela entre os investidores, como explica o economista Bruno Corano, da Corano Capital. A diminuição do índice é atribuída à realização de lucros por parte de investidores internacionais, que decidiram aproveitar o momento após uma sequência de recordes históricos. Essa movimentação já era esperada por analistas, que observam o fluxo de capital estrangeiro com atenção.
Corano destaca que a volatilidade observada não é exclusiva do Brasil, afetando também outras bolsas da América Latina. Com uma queda de 2,1% no Ibovespa, o México viu uma redução de 1,47% em seu índice, enquanto a Colômbia sofreu uma diminuição de 2,29%. Essas flutuações refletem a dinâmica das economias emergentes, onde volumes relativamente pequenos podem impactar significativamente os índices.
Apesar da instabilidade no curto prazo, o economista mantém uma visão otimista para o futuro. Ele acredita que o cenário global, especialmente com a manutenção de juros baixos nos Estados Unidos, continuará a atrair investimentos para o Brasil. Assim, a queda atual pode ser interpretada mais como uma pausa para ajuste do que uma mudança de tendência no mercado.

