O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, negou qualquer reunião com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, durante seu depoimento à CPMI do INSS nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. Waller expressou preocupações sobre os contratos consignados do banco, afirmando que algo “cheirava mal” nas irregularidades detectadas. Ele relatou que reuniões ocorreram, mas nunca com a presença de Vorcaro, e que os documentos apresentados eram insuficientes para garantir a segurança dos beneficiários.
Em sua declaração, Waller mencionou que os contratos analisados careciam de informações cruciais, como valores emprestados e taxas de juros, e que as assinaturas eletrônicas não estavam devidamente certificadas. Ele destacou a necessidade de um “pente-fino” nos serviços prestados pelo banco, considerando as reclamações dos aposentados e pensionistas, e questionou a continuidade do Banco Master na prestação de serviços ao INSS. O depoimento visa esclarecer as implicações da gestão atual e as responsabilidades sobre as irregularidades encontradas.
A CPI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana, busca garantir transparência e responsabilidade nas operações do instituto. Além disso, Waller confirmou o afastamento da diretora de Tecnologia da Informação, Léa Bressy, enfatizando a necessidade de mudanças na gestão. O depoimento e seus desdobramentos podem impactar a confiança pública nas instituições e na supervisão de serviços essenciais aos beneficiários da previdência social.

