Um estudo recente publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention investiga a relação entre a alimentação e a mortalidade em sobreviventes de câncer. A pesquisa, que analisou 802 adultos italianos, mostra que aqueles com maior consumo de ultraprocessados apresentam um risco significativamente maior de morte, indicando a relevância das escolhas alimentares após o diagnóstico.
Os pesquisadores utilizaram dados do Estudo Moli-sani, onde observaram que 281 dos 802 participantes faleceram durante o acompanhamento. A ingestão de alimentos ultraprocessados foi ligada a um aumento de 48% na mortalidade geral e 57% na mortalidade por câncer, mesmo considerando a qualidade geral da dieta dos indivíduos. Embora a pesquisa não estabeleça uma relação de causa e efeito direta, os resultados sugerem que o processamento industrial dos alimentos pode ter efeitos adversos na saúde dos sobreviventes.
Por fim, os autores do estudo destacam a necessidade de mais pesquisas para compreender os mecanismos subjacentes a essa associação. Os achados enfatizam a importância de uma alimentação equilibrada e a redução do consumo de ultraprocessados, especialmente para aqueles que já enfrentaram o câncer. Além disso, o estudo reforça a relevância de práticas saudáveis, como a atividade física, para a qualidade de vida dos pacientes em acompanhamento oncológico.

