O governo do presidente Donald Trump anunciou uma nova norma que permite a demissão de até 50 mil servidores públicos de carreira nos Estados Unidos. Publicada pelo Escritório de Gestão Pessoal em 5 de fevereiro de 2026, a medida visa facilitar a remoção de funcionários federais, que agora poderão ser reenquadrados em cargos sem vínculo empregatício permanente, marcando a maior mudança nas regras do funcionalismo público em um século.
Esta reforma é parte dos esforços do governo para reduzir a burocracia e substituir servidores de carreira por aliados ideológicos. A nova política, denominada Políticas de Horário/Carreira, permitirá que agências federais demitam rapidamente funcionários com desempenho insatisfatório ou que não sigam as diretrizes presidenciais. Além disso, a responsabilidade por denúncias de irregularidades também foi transferida para as próprias agências, o que levanta preocupações sobre a proteção dos servidores.
A introdução dessa norma gerou uma forte reação negativa entre sindicatos e grupos de defesa, que ameaçam processar a Casa Branca, alegando que a medida compromete as proteções dos funcionários e favorece demissões motivadas politicamente. A situação pode levar a novos embates judiciais, especialmente após a revogação de uma ordem executiva anterior que buscava proteger trabalhadores federais, aumentando a tensão entre a administração Trump e os representantes dos servidores públicos.

