Cuba se dispõe a dialogar com os EUA, mas sem pressão externa

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que o governo de Cuba está disposto a dialogar com os Estados Unidos, contanto que isso ocorra sem imposições. A declaração foi feita em um contexto de crise econômica acentuada na ilha e após meses de ameaças provenientes da administração anterior nos EUA. Díaz-Canel se manifestou em frente a uma fotografia de Fidel Castro, simbolizando a resistência histórica do país.

Durante um pronunciamento realizado na quinta-feira, o presidente ressaltou que Cuba tem sido alvo de campanhas midiáticas intensas, caracterizadas por desinformação, ódio e guerra psicológica. Essas pressões externas, segundo ele, dificultam o avanço nas relações bilaterais. O apelo por um diálogo respeitoso reflete a busca de Cuba por uma abordagem mais equilibrada nas relações internacionais.

As declarações de Díaz-Canel podem indicar uma mudança na dinâmica das relações entre Cuba e Estados Unidos, especialmente considerando o histórico tenso entre os dois países. O futuro das conversações dependerá, em grande parte, da postura que a nova administração americana adotará em relação à ilha. A disposição para o diálogo, sem pressões, pode abrir portas para uma possível reaproximação, embora muitos desafios ainda permaneçam.

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