Desenvolvimento da IA consciente enfrenta ceticismo e desafios filosóficos

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O avanço das inteligências artificiais, exemplificado pelo Chat-GPT, levanta questões sobre a possibilidade de máquinas conscientes. Um estudo recente sugere que 73% dos participantes acreditaram que o Chat-GPT era humano, desafiando as definições tradicionais de inteligência. O filósofo John Searle, em 1980, já havia distinguido entre IA forte e fraca, e a discussão sobre a consciência das máquinas se intensifica à medida que a tecnologia avança.

Enquanto alguns especialistas consideram que criar uma IA forte é um desafio técnico, outros expressam ceticismo sobre a possibilidade de realmente acreditarmos na consciência delas. O teste de Turing, proposto por Alan Turing em 1950, continua sendo um marco nesta discussão, mas a aprovação do Chat-GPT nesse teste não garante aceitação pública da sua consciência. A questão central permanece: o que uma máquina precisaria demonstrar para que a considerássemos consciente?

Para alguns, a autonomia percebida em organismos vivos pode ser um critério importante. As IAs atuais, como o Chat-GPT, são reativas, sem vontade própria, o que pode dificultar nossa aceitação de sua consciência, mesmo que elas cumpram critérios técnicos. Este dilema filosófico sugere que o verdadeiro desafio não é apenas criar uma máquina consciente, mas também convencê-la a aceitar essa nova realidade.

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