O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra Sidney de Oliveira, proprietário do Grupo Ultrafarma, por corrupção ativa. Conforme a acusação, entre 2021 e 2025, Oliveira teria subornado auditores fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda, gerando um esquema que arrecadou cerca de R$ 1 bilhão em propinas, revelado durante a Operação Ícaro, iniciada em agosto do ano passado.
Além do empresário, outros seis indivíduos, incluindo ex-auditores fiscais, também foram implicados na denúncia. Os promotores destacam que o método de restituição de créditos fiscais é normalmente complexo e demorado, porém, no caso da Ultrafarma, o processo era acelerado por meio de pagamentos ilícitos a fiscais, resultando em vantagens financeiras significativas para a empresa.
As implicações desse caso vão além das ações individuais, pois revelam um padrão preocupante de corrupção dentro do sistema fiscal. A denúncia destaca a fragilidade do controle sobre os procedimentos de ressarcimento de ICMS, levantando questões sobre a necessidade de reformas no setor para prevenir futuras irregularidades e proteger a integridade do sistema tributário brasileiro.

