Promotores de Milão estão investigando um idoso italiano de 80 anos, suspeito de ter participado de viagens organizadas para atirar contra civis sitiados em Sarajevo durante a Guerra da Bósnia. A investigação foi iniciada com base em relatos de que cidadãos italianos pagaram para participar dessas atividades entre 1992 e 1995. O suspeito, um caminhoneiro aposentado, enfrenta acusações graves, embora não esteja claro se ele participou diretamente dos assassinatos.
O jornalista Ezio Gavazzeni, que revelou as alegações, apontou que o procurador Alessandro Gobbis intimou o suspeito a depor. A investigação busca esclarecer se ele atuou na logística das viagens, além de apurar a possível participação de outros indivíduos. Durante o cerco, que resultou em mais de 11 mil mortes, atiradores de longa distância atacavam civis indiscriminadamente, e a investigação pode trazer à tona novos suspeitos e conexões com grupos extremistas.
A divulgação das investigações trouxe esperança aos sobreviventes da tragédia, que clamam por justiça. Gavazzeni também anunciou a publicação de um livro sobre suas investigações, prevendo que mais pessoas poderão ser identificadas como culpadas. Além disso, denúncias envolvendo figuras públicas, como o presidente da Sérvia, estão sendo analisadas, o que pode complicar ainda mais a situação.

