Na noite de domingo, 1º de fevereiro, Leonardo Lobo, um estudante de 19 anos, foi morto durante uma abordagem policial em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O jovem voltava para casa após assistir a um jogo do Flamengo quando foi abordado por dois policiais militares. A morte gerou revolta entre os estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que exigem justiça e esclarecimentos sobre o ocorrido.
De acordo com a Polícia Militar, Leonardo tentou tomar a arma de um dos policiais, mas membros do Centro Acadêmico de História contestam essa versão e afirmam que ele foi atingido por disparos de fuzil à queima-roupa. As imagens de câmeras de segurança mostraram uma luta corporal entre o estudante e os policiais, mas o início da abordagem não foi divulgado. A entidade acadêmica publicou um manifesto denunciando o caso como um exemplo de violência estatal contra a juventude negra e periférica.
O caso está sob investigação pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes envolvidos. Em resposta à tragédia, a União Estadual dos Estudantes e o Diretório Central de Estudantes da Uerj organizaram uma manifestação em busca de justiça. A morte de Leonardo também foi homenageada durante um jogo do Flamengo, onde torcedores observaram um minuto de silêncio em sua memória.

