Influenciadora argentina é presa no Rio por injúria racial contra funcionários

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva da influenciadora argentina Agostina Paez por injúria racial, ocorrida em um bar em Ipanema no dia 14 de janeiro. A decisão da 37ª Vara Criminal seguiu um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, que também restringiu a liberdade de Paez, determinando o uso de tornozeleira eletrônica e a retenção de seu passaporte.

A denúncia alega que Agostina ofendeu quatro funcionários do bar, utilizando termos racistas e gestos que simulavam um macaco. Mesmo após ser advertida por uma das vítimas de que suas ações configuravam crime, a influenciadora prosseguiu com as ofensas, o que foi corroborado por testemunhas e imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento. A defesa da acusada, que alegou que os gestos eram brincadeiras, foi rejeitada pela Justiça.

O crime de racismo, conforme o artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, pode resultar em pena de prisão de dois a cinco anos. Este caso ressalta a rigorosa abordagem do sistema judiciário brasileiro em relação a ofensas raciais, refletindo um esforço contínuo para combater a discriminação e promover a justiça social no país.

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