O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou, em 5 de fevereiro, sua abertura para dialogar com os Estados Unidos sem pressões externas. Essa declaração ocorreu em um pronunciamento em cadeia nacional, apesar da afirmação de Washington de que já existem conversas em andamento com autoridades cubanas. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, respondeu que o governo cubano está enfrentando uma grave crise, sugerindo que suas declarações devem ser feitas com cautela.
As tensões entre os dois países se intensificam à medida que os Estados Unidos implementam políticas que visam pressionar o regime cubano, alegando que o país representa uma ameaça devido a seus laços com Rússia, China e Irã. A administração de Díaz-Canel refuta a existência de um diálogo formal, caracterizando a comunicação como um simples intercâmbio de mensagens. O presidente cubano admitiu que as pressões dos EUA resultaram em um desabastecimento de combustível na ilha, um problema que afeta diretamente sua população.
Díaz-Canel enfatizou que Cuba não está sozinha diante das ameaças americanas e prometeu um plano de medidas, incluindo ações restritivas, para mitigar a crise. Ele também ressaltou a importância do desenvolvimento de energias limpas na matriz energética do país, que está em expansão. O futuro das relações entre Cuba e Estados Unidos permanece incerto, à medida que as tensões políticas e econômicas continuam a moldar a dinâmica entre os dois países.

