Na semana de abertura das atividades do Legislativo e Judiciário, a desconfiança dos brasileiros em relação às suas instituições atinge níveis alarmantes. Estudos recentes indicam que 78% da população acredita que deputados e senadores priorizam seus interesses pessoais em detrimento das necessidades coletivas, refletindo uma crise de credibilidade que se arrasta há anos.
O Congresso Nacional, constantemente associado a escândalos de corrupção, como o mensalão e a Lava-Jato, enfrenta uma rejeição acentuada, com a população sentindo um abismo entre suas dificuldades diárias e a atuação parlamentar. Além disso, a percepção negativa em relação ao Judiciário é reforçada por questões como morosidade e acesso desigual à justiça, que acentuam o sentimento de desconfiança entre os cidadãos, especialmente em um ano eleitoral.
A situação exige que o Executivo trabalhe arduamente para reverter a rejeição que se aproxima de 50%, em meio a um clima de desinformação acentuado pela polarização política. As eleições de 2026 serão cruciais para determinar o futuro do país e como essas desconfianças nas instituições serão abordadas pelos novos representantes eleitos, que terão que enfrentar um eleitorado cético e exigente.

