No Carnaval de 2026, a Acadêmicos de Niterói realizará um desfile na Marquês de Sapucaí, homenageando o presidente da República, Lula, no dia 15 de fevereiro. A apresentação contará a trajetória do líder político, desde sua infância até sua ascensão ao poder, e inclui referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que provocou reações adversas. A senadora Damares Alves já entrou com uma ação no Ministério Público Eleitoral, questionando a legalidade do uso de dinheiro público para a homenagem.
O desfile, que recebeu 1 milhão de reais da Embratur e um total de 12 milhões de reais em recursos públicos, é visto por críticos como uma forma de propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal de Contas da União intimou a Liga Independente das Escolas de Samba e outras entidades envolvidas a se explicarem sobre a destinação dos fundos. A Acadêmicos de Niterói planeja um enredo que inclui críticas à direita e a exaltação de Lula, mesclando sátira política e homenagens.
A controvérsia gerada pelo desfile destaca a tensão entre política e cultura no Brasil, especialmente em um ano eleitoral. Com a presença de Lula prevista no evento, as implicações sobre a utilização de eventos públicos para fins eleitorais estarão sob escrutínio. A situação é emblemática do desafio enfrentado por artistas e políticos em equilibrar liberdade de expressão e legislação eleitoral.

