O Brasil está dando passos importantes na regulamentação do uso medicinal da Cannabis, com novas regras divulgadas pela Anvisa na última semana. Essas diretrizes permitem o plantio da planta como matéria-prima para medicamentos, além de estabelecer normas para pesquisas científicas, representando um avanço significativo no setor. A decisão ocorre em um contexto em que, em 2025, o Supremo Tribunal Federal determinou que o porte de maconha para uso pessoal não deve ser considerado crime.
Historicamente, a Cannabis tem sido reconhecida por suas propriedades medicinais desde 2700 a.C., mas somente nas últimas décadas a pesquisa sobre seus efeitos positivos ganhou impulso. Atualmente, estudos demonstram que a planta é eficaz no tratamento de condições como epilepsia, esclerose múltipla e dores crônicas. O mercado global de produtos à base de Cannabis já movimenta mais de 30 bilhões de dólares, com países como Canadá e Uruguai liderando a regulamentação e a legalização do uso recreativo.
A mudança de postura em relação à Cannabis no Brasil reflete uma tendência mundial e abre oportunidades para a criação de um novo mercado farmacêutico. A produção de conhecimento sobre a planta é essencial para combater preconceitos e desinformação, promovendo uma discussão mais ampla sobre seus benefícios. O avanço na legislação pode resultar em uma maior aceitação social e expansão das pesquisas, contribuindo para a saúde pública e a economia do país.

