No dia 20 de agosto, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da CPMI do INSS, superando o favorito Omar Aziz. Desde então, a comissão tem trabalhado para desvendar um dos maiores escândalos relacionados ao sistema previdenciário, avaliando milhares de documentos e buscando informações de investigados. O senador critica a resistência de alguns, incluindo membros da família do presidente, em depor sobre as fraudes que afetam aposentados brasileiros.
A CPMI se concentra na investigação de descontos irregulares em folha e contratos de empréstimos consignados, buscando ouvir representantes de bancos e instituições financeiras. Viana destaca que, apesar das dificuldades enfrentadas, a comissão está determinada a descobrir a verdade por trás das fraudes e proteger os aposentados. A convocação de figuras como Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e Frei Chico, irmão do presidente, é um ponto central nas investigações, embora suas chamadas tenham sido rejeitadas até agora.
A CPMI está prevista para encerrar seus trabalhos em 28 de março, mas Viana busca uma prorrogação para aprofundar as investigações. Ele acredita que a transparência e a responsabilização são essenciais para restaurar a confiança no sistema previdenciário. Com pressões políticas em um ano eleitoral, a comissão enfrenta desafios significativos, mas Viana garante que, independentemente das dificuldades, a verdade será revelada.

