ONU alerta sobre crise financeira que compromete direitos humanos

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, fez um alerta nesta quinta-feira, 5, sobre a grave crise financeira que afeta a agência, que agora opera em ‘modo sobrevivência’. Segundo Türk, a falta de recursos já impactou diretamente suas atividades, resultando na redução de sua presença em 17 países e na execução de menos da metade das missões de monitoramento de direitos humanos em 2025 em comparação ao ano anterior.

Em uma apresentação em Genebra, Türk solicitou contribuições voluntárias para 2026, enfatizando que a redução do financiamento dá ‘carta branca’ a violadores de direitos humanos. Ele também abordou a importância da agência em um cenário de desinformação, afirmando que seu trabalho é vital para garantir informações confiáveis sobre atrocidades e avanços em direitos humanos, especialmente em tempos de censura e manipulação da verdade.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia advertido sobre um ‘colapso financeiro iminente’ da organização, caso países como os Estados Unidos não cumpram suas obrigações financeiras. As necessidades do Alto Comissariado para o próximo ano são estimadas em US$ 400 milhões, um desafio significativo diante da arrecadação insuficiente de anos anteriores, que pode comprometer sua missão de defesa dos direitos humanos globalmente.

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