Exposição revela obsessão histórica dos EUA pela Groenlândia

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Uma nova exposição explora as semelhanças entre a obsessão do século 19 dos Estados Unidos pela Groenlândia e a atual administração. Desde 1867, a Casa Branca considera a Groenlândia e a Islândia como regiões de enorme valor estratégico, especialmente antes da guerra civil americana. Um navio americano chegou a Nuuk, a maior cidade da Groenlândia, em um momento em que altos funcionários defendiam a compra da ilha por suas riquezas naturais.

A exposição destaca um recorte de jornal de 1861, publicado pelo Atuagagdliutt, o primeiro periódico do mundo a usar ilustrações em cores. Este jornal, em língua kalaallisut, noticiou a chegada do barco, evidenciando o interesse histórico dos Estados Unidos por essa região. A análise do conteúdo exposto proporciona uma visão sobre as relações internacionais e as ambições geopolíticas que persistem até os dias atuais.

As implicações dessa história continuam a ressoar no contexto atual, onde a Groenlândia permanece no centro de debates sobre recursos naturais e estratégia militar. O evento não apenas reitera a importância histórica da região, mas também provoca discussões sobre a política contemporânea e suas repercussões. Assim, a exposição se torna um espaço de diálogo sobre passado e presente, refletindo sobre as motivações que moldam as decisões políticas.

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