Um estudo populacional na Escócia demonstrou que a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) oferece uma proteção duradoura, com resultados positivos evidentes após 12 anos. A pesquisa acompanhou mais de 270 mil mulheres e revelou uma significativa redução nas lesões cervicais de alto grau, que estão diretamente associadas ao câncer de colo do útero, um importante desafio de saúde pública mundial.
Os dados apontam que a imunização realizada em adolescentes, especialmente entre 12 e 13 anos, resultou em uma queda expressiva na incidência de lesões de alto grau. Os pesquisadores destacam que a eficácia da vacina se mantém ao longo do tempo, o que é corroborado por especialistas em saúde pública. Além disso, o estudo sugere que a aplicação de apenas uma dose da vacina, recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos no Brasil, ainda carece de mais investigações para garantir sua eficácia a longo prazo.
Os resultados do estudo enfatizam a importância da vacinação precoce, já que mulheres imunizadas em idades mais jovens apresentaram maiores benefícios. O Ministério da Saúde brasileiro está ampliando campanhas de vacinação para adolescentes, visando aumentar a cobertura vacinal. Apesar dos avanços, especialistas alertam que a vacinação não deve substituir o rastreamento regular para detecção precoce de lesões, já que a combinação de ambos é crucial para a proteção eficaz contra o câncer de colo do útero.

