Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, a Ucrânia e a Rússia realizaram a primeira troca de prisioneiros em vários meses, durante negociações mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi. O acordo envolveu a troca de 314 prisioneiros, com cada lado devolvendo 157 detidos. Apesar dessa movimentação, os EUA alertaram que ainda há muito trabalho pela frente para alcançar um acordo de paz definitivo.
As negociações surgem em meio ao maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que resultou em um alto número de mortes e uma crise humanitária significativa. A capital da Ucrânia, Kiev, enfrenta dificuldades com temperaturas abaixo de zero após ataques russos que afetaram a infraestrutura elétrica da cidade. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou que seus esforços buscam resultados rápidos, mas as partes ainda não se comprometeram com avanços territoriais.
Enquanto as discussões continuam, a Rússia mantém suas demandas sobre o controle territorial no leste da Ucrânia, o que complica a situação. O Kremlin está pressionando por uma retirada das tropas ucranianas das regiões ocupadas, enquanto Kiev se recusa a ceder qualquer território. Com a guerra se arrastando, as implicações da troca de prisioneiros podem ser limitadas, mas representam um ponto de partida para futuras negociações.

