O Banco de Brasília (BRB) está se preparando para submeter ao Banco Central do Brasil, nesta sexta-feira, um plano que visa reforçar seu capital em pelo menos R$ 5 bilhões. A necessidade dessa ação emergiu após a polêmica envolvendo a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que trouxe à tona questões sobre a qualidade dos ativos da instituição.
A proposta do BRB tem como objetivo principal mitigar riscos associados ao seu patrimônio e garantir que os índices de solvência estejam em conformidade com os padrões exigidos pelo regulador. Caso o plano seja aprovado, o banco terá um prazo de até seis meses para implementar as medidas necessárias. Entre as opções consideradas estão a criação de um fundo imobiliário e a contratação de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, além de um possível aporte direto dos controladores.
A urgência dessa ação é evidente, uma vez que a operação com as carteiras do Master comprometeu a percepção de qualidade dos ativos do BRB. A pressão por um reforço patrimonial é intensificada pela necessidade de manter a credibilidade da instituição no mercado. Especialistas acreditam que, apesar do controle estatal sobre o banco reduzir o risco de contágio ao sistema financeiro, a rápida resolução dessa situação é imprescindível para assegurar a estabilidade do setor bancário brasileiro.

