Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, afirmou que a contribuição do banco para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não terá impacto no balanço da empresa. Durante uma coletiva de imprensa na última sexta-feira, ele destacou que, embora a contribuição não afete diretamente os resultados da companhia, haverá custos envolvidos devido à perda de rentabilidade de recursos que seriam utilizados para essa contribuição.
Noronha explicou que o adiantamento da contribuição ao FGC representa um custo de carregamento, pois o banco precisará utilizar recursos que poderiam render juros. Entretanto, o executivo garantiu que esse adiantamento não resultará em elevação de provisões ou redução do lucro da instituição. As discussões sobre mudanças na contribuição ao FGC estão em andamento e as definições devem ocorrer na segunda metade de fevereiro.
Nos bastidores, grandes bancos estão pressionando por uma alteração na forma de contribuição ao FGC, que atualmente é proporcional ao tamanho das carteiras de crédito. Essa situação gera desconforto, especialmente em relação às fintechs, que utilizam a segurança do FGC para captar recursos, o que incomoda os grandes bancos, já que são eles os principais financiadores do fundo. A expectativa é que as novas diretrizes tragam um novo equilíbrio para o setor.

