O faturamento da indústria de transformação do Brasil permaneceu estagnado em 2025, com um crescimento de apenas 0,1% em relação a 2024, conforme revelam os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados nesta sexta-feira (6). O segundo semestre do ano foi marcado por uma desaceleração acentuada, culminando em uma queda de 1,2% em dezembro, que quebrou um ciclo de crescimento positivo observado até junho. Este resultado reflete as dificuldades enfrentadas pelas indústrias em um cenário econômico desafiador.
Até junho, o faturamento acumulava uma alta de 5,7%, mas a sequência de resultados negativos no segundo semestre reverteu essa tendência. A CNI destacou que a alta das taxas de juros tem impactado o crédito disponível para empresários e consumidores, limitando a atividade industrial. Além disso, a competição com produtos importados, especialmente bens de consumo, tem afetado a participação do mercado interno.
No que diz respeito ao emprego, o setor industrial registrou uma queda de 0,2% em dezembro em comparação com novembro, marcando o quarto recuo mensal consecutivo, embora tenha encerrado o ano com um crescimento de 1,6% em relação a 2024. A massa salarial real também apresentou uma redução de 0,3% em dezembro, enquanto o rendimento médio real permaneceu praticamente estável. Esses indicadores sugerem um cenário desafiador para a indústria brasileira, que busca recuperação em um ambiente econômico complicado.

