A Justiça de Minas Gerais negou o pedido do Estado para bloquear R$ 1 bilhão da Vale, em função do extravasamento de água e rejeitos da Mina de Viga, localizada em Congonhas. O juiz responsável, Ricardo Savio de Oliveira, considerou a medida prematura, uma vez que ainda não há clareza sobre a quantificação das indenizações que podem ser devidas pela empresa.
No despacho, o magistrado destacou que a falta de definição sobre o valor das indenizações e o potencial impacto econômico de um bloqueio justificam a cautela. Ele também reiterou que a Vale violou a Política Nacional de Segurança de Barragens por falhas na comunicação sobre estruturas de contenção em uma mina inativa, além de apontar o risco de degradação ambiental e perda de vidas humanas em caso de rompimento da barragem.
Em resposta, a Vale esclareceu que os extravasamentos ocorreram em reservatórios e não em barragens, afirmando que todas as estruturas estão sob monitoramento constante. A empresa ressaltou seu compromisso em cooperar com as autoridades e iniciar ações para a recuperação das áreas afetadas, priorizando a proteção das comunidades e do meio ambiente.

