A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou que, em janeiro de 2026, a proporção de famílias endividadas no Brasil subiu de 78,9% para 79,5%. Este aumento marca o retorno ao pico histórico de endividamento, atingido anteriormente em outubro de 2025. Em contrapartida, a taxa de inadimplência apresentou uma leve queda, passando de 29,4% em dezembro de 2025 para 29,3% em janeiro deste ano.
Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) indicam que a média da renda comprometida com dívidas também aumentou, passando de 29,5% para 29,7%. Além disso, 16,1% dos consumidores se consideram ‘muito endividados’, o maior percentual desde outubro de 2025. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressaltou a importância de um equilíbrio nas contas públicas para facilitar a flexibilização da política monetária e aliviar a carga sobre os consumidores.
As expectativas para os próximos meses indicam que o endividamento continuará a crescer, enquanto a inadimplência deve seguir em queda, impulsionada pela expectativa de redução da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, expressou otimismo em relação a uma possível distensão nos juros, o que deve beneficiar os consumidores já no segundo trimestre de 2026. A situação financeira das famílias brasileiras, portanto, continua a ser um fator crítico a ser monitorado.

