Turista argentina teme prisão após ato racista no Rio de Janeiro

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, teve sua prisão decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) por injúria racial, após ser denunciada por gestos racistas em um bar em Ipanema. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou estar ‘morta de medo’ após receber a notificação de prisão preventiva, que foi motivada pelo risco de fuga. Agostina está sob monitoramento eletrônico desde o início do processo, o que não foi considerado suficiente pelas autoridades.

A situação se agravou após a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), que a acusou de discriminar um funcionário do bar ao fazer referências racistas. No dia 14 de janeiro, enquanto discutia os valores da conta, Agostina fez gestos considerados racistas em relação a funcionários do estabelecimento. A promotoria argumentou que a conduta da turista demonstra desprezo pelas normas legais e sociais, levando à necessidade de prisão preventiva.

As implicações desse caso são significativas, pois refletem uma crescente intolerância a atos de racismo em espaços públicos no Brasil. A decisão da Justiça de apreender o passaporte e exigir o uso de tornozeleira eletrônica levanta questões sobre as medidas cautelares em casos de injúria racial. O desdobramento desse caso poderá influenciar a percepção pública sobre a responsabilização por comportamento discriminatório, além de impactar a imagem do turismo na região.

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