Na última sexta-feira (6), um atentado suicida em uma mesquita xiita localizada em Islamabad, Paquistão, resultou na morte de mais de 30 pessoas e deixou ao menos 169 feridos. A explosão ocorreu durante a oração, quando as mesquitas estavam lotadas, e é considerada o ataque mais mortal na capital desde o atentado ao hotel Marriott em 2008. O agressor detonou explosivos na entrada da mesquita Imam Bargah Qasr-e-Khadijatul Kubra, no bairro de Tarlai.
As autoridades locais informaram que o balanço de vítimas pode aumentar, uma vez que muitos feridos foram levados a hospitais em estado crítico. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, condenou o atentado e assegurou que os responsáveis seriam identificados e levados à Justiça. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, que ocorre em um contexto de crescente violência nas regiões do país, especialmente nas áreas próximas à fronteira com o Afeganistão.
Especialistas sugerem que o ataque pode ter sido realizado por grupos militantes anti-xiitas ou pela ramificação local do Estado Islâmico. A situação de segurança no Paquistão tem se deteriorado, com ataques frequentes e uma resposta militar intensificada. As tensões entre as autoridades paquistanesas e o governo talibã afegão também se agravam, complicando ainda mais a luta contra a insurgência na região.

