Os dados mais recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que, em janeiro de 2026, o porcentual de famílias inadimplentes no Brasil caiu de 29,4% para 29,3%, apesar do aumento no endividamento, que chegou a 79,5%. Este índice retorna ao pico histórico registrado em outubro de 2025. Em contrapartida, a parcela da renda comprometida com dívidas aumentou, indicando uma pressão financeira contínua sobre os consumidores.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, destacou a relação entre o nível de endividamento e a taxa de juros, que permanece entre as mais altas do mundo. Ele enfatizou a importância de um equilíbrio nas contas públicas para permitir uma flexibilização da política monetária. A expectativa é que essa mudança comece a ocorrer com a redução da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o que pode aliviar a carga sobre as famílias e empresas nos próximos meses.
Apesar da leve queda na inadimplência, a CNC alertou que 12,7% das famílias ainda não têm condições de quitar suas dívidas. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, prevê que a tendência de crescimento no endividamento deve continuar no primeiro semestre de 2026, enquanto a inadimplência pode seguir em queda, especialmente com a perspectiva de um alívio nas taxas de juros. Essa situação gera esperanças de um cenário econômico mais favorável para os consumidores brasileiros.

