Endividamento das famílias brasileiras atinge recorde histórico em janeiro

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Em janeiro de 2026, 79,5% das famílias brasileiras estavam endividadas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Este índice iguala o recorde anterior, registrado em outubro de 2025. Apesar do alto endividamento, a inadimplência apresentou uma queda, atingindo 29,3%, marcando o terceiro mês consecutivo de redução.

O levantamento destacou que o endividamento é mais prevalente entre famílias com rendimentos de até três salários mínimos, onde 82,5% relataram dívidas, e o cartão de crédito é a principal fonte de endividamento. Além disso, o comprometimento médio com dívidas é de 29,7% do orçamento familiar, o que levanta preocupações sobre a capacidade dessas famílias de honrar seus compromissos financeiros. O cenário é agravado pelos altos juros, com a taxa Selic fixada em 15% ao ano, dificultando a amortização das dívidas.

As projeções para o futuro indicam que o endividamento deve continuar a crescer, atingindo 80,4% em junho de 2026, enquanto a inadimplência pode cair para 28,9%. A CNC sugere que a queda na taxa Selic, prevista para março, poderá aliviar o aperto financeiro das famílias, mas os efeitos positivos podem levar tempo para se manifestar no mercado de crédito. A situação requer atenção, já que a combinação de endividamento elevado e juros altos pode impactar negativamente a economia e a geração de empregos.

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