O ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown destaca a urgência de enfrentar o abuso de mulheres por figuras como Jeffrey Epstein e o uso indevido de poder político por pessoas como Peter Mandelson. Em uma declaração, Brown lamenta ter trazido Mandelson para seu governo, ressaltando o tratamento desumano que mulheres e meninas enfrentaram nas mãos de homens influentes. O ex-premiê enfatiza que a trama de tráfico sexual orquestrada por Epstein e outros representa um exemplo extremo de uma rede global de homens poderosos agindo com impunidade.
Brown argumenta que esse escândalo exige uma reestruturação profunda do poder e da responsabilidade, considerando o trauma das vítimas como o foco central da discussão. Ele expressa sua revolta ao refletir sobre os detalhes do que foi revelado sobre Epstein e as implicações para a política britânica. Durante a crise financeira, Brown enfatiza que seu compromisso era salvar os lares e empregos das pessoas, e vê a traição de um membro do gabinete que priorizou interesses pessoais como uma afronta aos valores do país.
Como enviado especial da ONU para a educação global, Gordon Brown chama a atenção para a necessidade de responsabilização e mudança estrutural na política. Ele acredita que a sociedade deve aprender com esses escândalos para proteger as vítimas e garantir que abusos semelhantes não se repitam. O ex-primeiro-ministro conclui que o momento é crucial e que a reavaliação de poder e responsabilidade é essencial para restaurar a confiança pública na política.

