A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga o tenente-coronel José Henrique Martins Flores, suspeito de estar envolvido em um esquema que fornecia segurança a empresários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação foi iniciada após a descoberta de uma nota fiscal que justificava pagamentos a policiais militares para proteção de empresários investigados. A operação, realizada na última quarta-feira, resultou em buscas e no afastamento do sigilo de empresas associadas ao oficial.
A Operação Kratos identificou também a participação de outros policiais que, juntamente com o capitão Alexandre Paulino da Silveira, foram presos por supostamente facilitar a segurança de diretores da empresa de ônibus Transwolff. Este contrato foi cancelado pela Prefeitura de São Paulo devido a alegações de lavagem de dinheiro e relações com o PCC. A investigação ressalta que mesmo com as empresas registradas em nome de familiares, a responsabilidade do tenente-coronel permanece intacta, evidenciando o uso de ‘laranjas’ para ocultar sua real atuação empresarial.
As ações da Corregedoria incluem o pedido de afastamento do sigilo fiscal e telemático das empresas do Grupo AM-3, além de buscas em endereços relacionados ao tenente-coronel. O comandante da Corregedoria destacou que a continuidade da prestação de serviços à Transwolff, mesmo após a deflagração de operações anteriores, demonstra a persistência do esquema. A situação levanta preocupações sobre a integridade da Polícia Militar e sua relação com o crime organizado, além de implicações legais significativas para os envolvidos.

