Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção ativa, com acusações de que seu esquema gerou R$ 1 bilhão em propinas. O empresário tinha reuniões regulares com auditores fiscais, incluindo Artur Gomes da Silva Neto, a quem chamava de ‘King’, e que é apontado como o arquiteto da trama. A investigação revela que Oliveira pagava quantias substanciais aos fiscais em troca de favores ilegais relacionados à liberação de benefícios fiscais.
A assistente pessoal de Sidney, Jane Gonçalves do Nascimento, também foi denunciada, sendo responsável por organizar a logística das entregas de propinas. Mensagens trocadas entre ela e o empresário indicam encontros para discutir a entrega de valores ilícitos. O escândalo se complica ainda mais com a inclusão de outros seis investigados, que, segundo a Promotoria, arrecadaram grandes quantias em troca de vantagens fiscais em várias empresas do varejo.
As repercussões deste caso podem ser profundas, afetando a reputação do setor farmacêutico e a confiança nas instituições fiscais do Brasil. Além das denúncias, a inclusão de Alberto Toshio Murakami, um dos auditores foragidos, na Difusão Vermelha da Interpol, ressalta a gravidade da situação. À medida que as investigações prosseguem, a sociedade aguarda por medidas que assegurem a responsabilização dos envolvidos e o fortalecimento da integridade nas práticas empresariais.

