Um estudo recente publicado pela Universidade de Harvard sugere que o consumo diário de duas a três xícaras de café pode reduzir o risco de demência em até 18%. A pesquisa, divulgada no dia 9 de fevereiro, analisou dados de aproximadamente 132 mil pessoas e constatou que aqueles que consumiram café com cafeína apresentaram menores taxas de desenvolvimento da doença em comparação com os que consumiram pouco ou nenhum café.
Os pesquisadores também observaram que o consumo de uma a duas xícaras de chá por dia oferece benefícios semelhantes, indicando que componentes bioativos, como polifenóis e cafeína, desempenham um papel protetor contra o declínio cognitivo. Durante o estudo, mais de 11 mil participantes desenvolveram demência, mas aqueles que ingeriram maior quantidade de café com cafeína mostraram um risco significativamente menor.
Além dos benefícios relacionados à demência, os consumidores de café com cafeína demonstraram menor prevalência de declínio cognitivo subjetivo e melhor desempenho em testes de função cognitiva. O estudo sugere que a cafeína pode ser um fator chave para os efeitos neuroprotetores observados, destacando o café como uma intervenção dietética promissora na prevenção da demência, especialmente em um estilo de vida saudável.

