Cuba está passando por uma grave crise de abastecimento causada pelo embargo imposto pelos Estados Unidos, que interrompeu o fornecimento de petróleo da Venezuela, seu principal aliado. O presidente Miguel Díaz-Canel declarou que Cuba está disposta a dialogar com os EUA, mas reafirmou que o regime não está à beira do colapso. A situação é crítica, com apagões frequentes e escassez de combustíveis, levando a uma crise generalizada.
A ilha caribenha tem enfrentado dificuldades adicionais, pois deixou de receber petróleo também do México. Embora tenha tentado comprar petróleo no mercado internacional, os envios não estão chegando a Cuba, possivelmente devido à pressão dos EUA sobre outros países. Especialistas alertam que a falta de combustível pode resultar em uma crise alimentar, já que o transporte de alimentos e medicamentos depende da gasolina.
Diante dessa crise, o governo cubano anunciou um plano de emergência que será comunicado à população nos próximos dias. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, se ofereceu como mediadora para possíveis negociações entre Washington e Havana, mas a situação continua a se agravar, com a população enfrentando as consequências da escassez de recursos essenciais.

