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Coalizão solicita à OMS que reconheça a violência armada como questão de saúde pública

Marcela Guimarães
Última atualização: 10 de fevereiro de 2026 16:01
Marcela Guimarães
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Tempo: 2 min.
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Um relatório divulgado por uma coalizão global ressalta que a violência armada atinge mais de 250 mil pessoas anualmente ao redor do mundo. Apesar desse dado alarmante, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não implementou um programa eficaz para lidar com a violência armada como um fator de risco significativo para a saúde pública. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira, dia 10, e destaca a necessidade urgente de ações nesse sentido.

Natália Pollachi, diretora de projetos do Instituto Sou da Paz, que faz parte da Coalizão Global para a Ação da OMS sobre Violência Armada, enfatiza que a violência armada é uma das principais causas de morte na América Latina, mas não tem recebido a atenção devida da OMS. Pollachi sugere que a OMS deveria adotar uma abordagem semelhante àquela utilizada contra o tabagismo, com diretrizes baseadas em evidências para reduzir a violência armada nos países.

O relatório também aponta que, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 42,3 milhões em 2024 com a internação de 15,8 mil vítimas de armas de fogo. Esses recursos poderiam ter sido aplicados em prevenção e tratamento de outras condições de saúde. Além disso, a pesquisa indica que a falta de iniciativas da OMS é influenciada por pressões políticas e interesses da indústria armamentista, que se opõem a tratar o uso de armas como uma questão de saúde pública.

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