O prefeito de Macapá (AP), Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito, Mário Neto (MDB), foram afastados de seus cargos nesta quarta-feira (4) de março, após solicitação da Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob alegações de suspeita de fraudes na construção do Hospital Geral do município.
A investigação da PF busca aprofundar as apurações sobre um possível esquema em licitação da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
Segundo a PF, em 23 de maio de 2025, um dos investigados, empresário responsável por obras no município, sacou R$ 400 mil em espécie em uma agência bancária. Logo em seguida, ele embarcou em um veículo de propriedade da Prefeitura de Macapá e seguiu para outro endereço na cidade, o que despertou a atenção dos investigadores federais.
A PF relatou que o trajeto e as movimentações levantaram preocupações de que os recursos em espécie pudessem estar relacionados a práticas ilícitas dentro do contrato de obras públicas na cidade.
A Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), a pedido do STF, que determinou o afastamento dos servidores públicos de seus cargos por um período inicial de 60 dias.
Relatórios e imagens obtidas pela PF demonstraram a movimentação do veículo e do montante em espécie. A ocorrência motivou a investigação para determinar se os recursos estavam destinados a propiciar vantagens indevidas no contrato de construção do hospital.
Em janeiro, investigações preliminares já haviam sido divulgadas, envolvendo saques em agências bancárias realizados pelo motorista do prefeito.


