Tensão no Estreito de Ormuz Paralisa Navegação e Interrompe Fluxo de Petróleo

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, após um ataque norte-americano a um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo. A situação interrompe o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.

O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, buscando conter a alta dos preços da energia. A hidrovia é uma artéria fundamental para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

De acordo com estimativas da Reuters, baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic, pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa de importantes produtores do Golfo, como Iraque, Arábia Saudita e Catar. Centenas de outras embarcações permanecem fora de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos.

O navio porta-contêiner Safeen Prestige, com bandeira de Malta, também foi danificado por um projétil enquanto navegava em direção ao extremo norte do Estreito de Ormuz, levando a tripulação a abandonar o navio. O Catar suspendeu sua produção de gás, enquanto o Iraque reduziu sua produção de petróleo, devido à falta de espaço para armazenamento.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuweit também enfrentam dificuldades para carregar petróleo, mas não ficou claro se eles reduziram a produção.

Analistas apontam que o Irã pode manter o Estreito de Ormuz sob pressão, utilizando drones, em meio à crescente tensão na região.

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