EUA e Equador iniciam operação militar conjunta contra narcotráfico

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Militares dos Estados Unidos e do Equador iniciaram uma operação em conjunto na terça-feira, 3 de março, para combater grupos de narcotráfico. O governo Donald Trump classificou esses grupos como “organizações terroristas estrangeiras”. O anúncio foi feito pelo Pentágono.

O Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pela América do Sul, Central e do Caribe, descreveu a ação como um “exemplo poderoso do compromisso de parceiros na América Latina e no Caribe para combater o flagelo do narcoterrorismo”. O comunicado do Pentágono enfatizou que ambos os países estão tomando uma “ação decisiva” contra grupos que semeiam violência e corrupção.

O Ministério da Defesa do Equador anunciou o início de uma “nova fase contra o narcoterrorismo e a mineração ilegal”, destacando a continua luta das Forças Armadas equatorianas contra o crime organizado ao lado de aliados estratégicos.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, se encontrou com autoridades de defesa dos EUA em Quito no dia anterior para coordenar ações contra o crime organizado transnacional e fortalecer a segurança no Hemisfério Ocidental.

Noboa, que ascendeu ao poder com um discurso linha-dura contra o crime, reiterou que Washington é um dos “aliados regionais” que participam da operação contra os cartéis de drogas.

A operação parece ser uma expansão da Operação Lança do Sul, que já havia resultado em 151 mortes em ataques a embarcações no Pacífico Oriental e no Caribe, segundo o Departamento de Defesa americano.

Em setembro do ano passado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos designou os grupos criminosos Los Lobos e Los Choneros como organizações terroristas estrangeiras.

O Equador é uma rota importante para o tráfico de drogas, sendo responsável pela exportação de aproximadamente 70% da cocaína produzida na Colômbia e no Peru.

Compartilhe esta notícia