Chuvas deixam 710 desabrigados e desalojados em Pernambuco

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As fortes chuvas que atingem Pernambuco deixaram cerca de 710 pessoas desabrigadas ou desalojadas em municípios do Agreste e do Sertão. A informação foi divulgada pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil nesta terça-feira (3) pela manhã.

Segundo o órgão, as precipitações provocaram alagamentos, deslizamentos e outros transtornos em diversas cidades. A Defesa Civil de Pernambuco informou que atua em conjunto com os municípios no atendimento às ocorrências, no envio de ajuda humanitária e no apoio técnico para o registro das informações no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.

Até o momento, 668 itens, incluindo colchões, lençóis e kits de higiene, foram enviados para famílias afetadas em Palmeirina, no Agreste de Pernambuco. Outros 860 itens foram destinados aos municípios de Jupi, Jucati e Calçado, também na mesma região.

Em Gravatá, no Agreste, alagamentos foram registrados em várias vias. A prefeitura local informou que, até o momento, não há registro de feridos e que uma avaliação detalhada dos danos será realizada após o fim das chuvas.

Em Bezerros, também no Agreste, as ruas ficaram cobertas pela água da chuva, e em Catende, na Mata Sul, a combinação de chuva forte, raios e trovoadas causou transtornos. Em Pesqueira, um carro foi arrastado pelas águas.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém alertas de chuvas intensas para Pernambuco nesta quarta-feira (4), com diferentes níveis de severidade. As áreas sob grande perigo incluem o Sertão Pernambucano, especialmente a região do São Francisco, além de pontos do Agreste, onde há previsão de acumulados superiores a 100 milímetros por dia ou volumes acima de 60 mm por hora. Nessas localidades, o risco é elevado para grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.

Já nas regiões classificadas como perigo, abrangendo municípios do Agreste e do Sertão, a previsão indica chuva entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, acompanhada de ventos que podem chegar a 100 km/h. Há possibilidade de cortes de energia elétrica, queda de galhos, descargas elétricas e novos pontos de alagamento.

Na faixa litorânea, incluindo a Região Metropolitana do Recife e áreas da Mata Pernambucana, o alerta é de perigo potencial, com volumes entre 20 e 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h. O Inmet aponta possibilidade de alagamentos pontuais, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

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