Brasil entre os 5 países com maior adoção de criptomoedas, aponta estudo global

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Brasil figura entre os cinco mercados mais ativos do mundo em ativos digitais, segundo o Global Crypto Adoption Index da Chainalysis. O estudo, divulgado em setembro de 2025, avalia 151 economias e considera o volume de transações, uso de plataformas e engajamento dos usuários ao longo do primeiro semestre do ano. Criptomoedas deixaram de ser um nicho e passaram a integrar o cotidiano financeiro de milhões de brasileiros.

Essa expansão está gerando uma nova fase para o mercado de criptomoedas, com maior exigência por transparência, governança e conformidade regulatória, acompanhando uma tendência global de integração dos ativos digitais ao sistema financeiro. Uma das plataformas que simboliza essa transição é a Coinbase, que adotou uma estrutura comparável à de empresas financeiras tradicionais.

Em 2021, a Coinbase abriu capital nos Estados Unidos, submetendo-se às regras da Securities and Exchange Commission (SEC). Atualmente, divulga resultados trimestrais, mantém auditorias independentes e opera sob padrões formais de governança corporativa, integrando o índice S&P 500. No terceiro trimestre de 2024, a empresa reportou receita de US$ 1,2 bilhão e mais de US$ 130 bilhões em ativos sob custódia.

A Coinbase busca oferecer previsibilidade operacional, com integração nativa do PIX para depósitos e saques instantâneos, gratuitos e em tempo real. Essa fluidez contrasta com relatos de atrasos e custos adicionais em outras plataformas.

Outro diferencial é a redução da complexidade técnica para o investidor, que pode acessar ativos de redes emergentes, como Base e Solana, diretamente na plataforma, eliminando etapas que afastavam iniciantes. A Coinbase também mantém mais de 95% dos fundos em armazenamento offline e oferece seguro para ativos mantidos em hot wallets.

Esse avanço da regulação e a diversificação do perfil de investidores indicam uma inflexão no setor. As exchanges passam a competir não apenas por variedade de ativos, mas por credibilidade institucional. Apesar de expandir ferramentas avançadas de trading, a Coinbase não oferece recursos como copy trading e não dispõe, no Brasil, de uma solução dedicada a pagamentos cotidianos.

Segundo especialistas, a pergunta central do investidor começa a mudar: não se trata apenas de quanto ganhar, mas de com quem negociar – e sob quais regras esse sistema opera.

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